terça-feira, 23 de agosto de 2011

A maior reserva natural do mundo

Angola, Bostwana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe assinaram ontem, em Luanda, o Tratado Okavango-Zambeze, projecto transfronteiriço que vai contribuir para o desenvolvimento do turismo na região austral do continente.

O documento foi assinado durante a cerimónia oficial de encerramento da 31ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorreu entre quarta-feira e ontem, no Centro de Convenções de Talatona.O tratado visa o estabelecimento de uma área transfronteiriça de conservação que se estende por cinco países da SADC, nomeadamente Angola,

Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, cuja aplicação deve promover o desenvolvimento sustentável da área abrangida pelo projecto, através de práticas de conservação e do ecoturismo. O projecto Okavango-Zambeze deve constituir, também, um meio eficaz para a redução da pobreza e facilitar a livre circulação de pessoas e bens. A assinatura do Tratado pode ainda beneficiar o desenvolvimento das comunidades locais e residentes na área abrangida pelo projecto, criar postos de trabalho aos jovens desmobilizados e constituir uma mais-valia para a economia no seu todo. O Okavango-Zambeze tem uma dimensão de 278 mil quilómetros quadrados, detendo Angola a segunda maior parcela, com 87 mil quilómetros quadrados.

Importância angolana

O ministro da Assistência e Reinserção Social falou da importância da área angolana no projecto. Em declarações à imprensa, João Baptista Kussumua disse que a parcela angolana é muito importante, quer do ponto de vista histórico, quer cultural e turístico. Justificou com o facto de existirem na área grandes parques de conservação de animais, como o Parque Nacional do Iona, do Luengue, a Coutada Pública do Mucusse, a Reserva de Caça de Mavinga, elementos fundamentais para o desenvolvimento cultural, histórico e social. O Ministério da Assistência e Reinserção Social faz parte da Comissão Interministerial de Acompanhamento do projecto. A sua missão vai concentrar-se nas acções que visem tornar a área livre das minas colocadas ao longo do conflito armado. A comissão é coordenada pelo Ministério de Hotelaria e Turismo e coadjuvada pelo do Ambiente. É integrada ainda pelos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, Interior, Transportes, Geologia e Minas e da Indústria.

Metade da França

A área protegida com base no tratado assinado é de tamanho correspondente a metade da França, nas bacias dos rios Zambeze e Okavango, e tem por vocação transformar-se num paraíso do ecoturismo. A área protegida de Okavango-Zambeze, situada entre os territórios de Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, permite ligar catorze parques nacionais e reservas naturais entre estes países, e, sobretudo, as Cataratas Victoria e o delta do Okavango. “É a maior zona protegida com vocação turística do mundo”, afirmaram alguns observadores, durante a assinatura do tratato, à margem da cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. O projecto tem por objetivo a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, o estímulo ao ecoturismo e a partilha dos recursos da região.A região é rica em espécies raras, especialmente leopardos, rinocerontes e antílopes. Também é habitada por cerca de 250.000 elefantes.

Combate ao branqueamento

Ainda ontem, antes do encerramento da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC, foram assinados dois documentos legais, um ligado às Finanças, Investimentos e Combate ao Branqueamento de Capitais e outro referente à Cooperação entre os Chefes de Polícia da região

Aberto workshop de consulta nacional do projecto hidrográfico do Zambeze


Peritos nacionais e estrangeiros abordam hoje, terça-feira, em Luanda, as vias para melhorar a gestão de cheias e estratégias de alerta rápido da Bacia Hidrográfica do Zambeze, localizado na província do Moxico, e que interliga oito países membros da SADC.

A abertura do encontro foi presidida pelo director nacional de Recursos Hídricos, Manuel Quintino, num acto que marca o processo de consulta nacional do projecto, que possui uma precipitação máxima anual de mil e 400 milímetros.

A consulta nacional visa colher contribuições e abordar questões ligadas à gestão de cheias no país, bem como o desenho de uma estratégia de alerta rápido para a Bacia Hidrográfica do rio Zambeze.

AVALIAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL (AIA)

 Chave mestra para o desenvolvimento sustentável de um País em reconstrução   



Introdução
O meio ambiente oferece a todos os seres vivos, que coabitam neste planeta, as condições essenciais para a sua sobrevivência e desenvolvimento, o que permitiu ao ser humano sobreviver até aos dias de hoje. Mas a sua sobrevivência não foi pacífica e, desde os primórdios da sua existência, teve sempre de lutar contra certas adversidades, sendo a Natureza uma delas.

A medida que o homem e a sociedade se desenvolveram, a preocupação e o cuidado com o meio que o rodeava foi diminuindo não olhando a meios para atingir o seu fim – o bem-estar - isto sem se aperceber de que aos poucos estava a condenar a sua própria sobrevivência. Esta forma de estar do ser humano fez-se sentir principalmente a partir da Era da Industrialização e após 1ª e 2ª Guerras Mundiais, intensificando-se e atingindo o seu apogeu na Era da Tecnologia, mantendo-se até aos dias de hoje. O homem começou a exigir mais cada vez mais, o que originou um aumento exponencial, de produção e como consequência originou um consumo descontrolado
. 
A humanidade encontra-se hoje numa encruzilhada, maior ao longo da sua história: ou se constrói ou se destrói… Nunca antes tivemos acessos a tantos recursos e nunca antes tivemos tanta pobreza, fome, miséria e destruição. Os avanços e desenvolvimentos tecnológicos dos últimos anos lançaram-nos numa corrida desenfreada pela riqueza e bem-estar, mas também pelo luxo e pelo supérfluo, alimentando e estimulando até atitudes egoístas e egocêntricas, centradas no aqui e agora, do estar e do ser

Em nome da civilização e da evolução, do bem-estar e do prazer ilusório todos os actos têm encontrado justificação, se não assumida, pelo menos ignorada

Segundo Alfredo Buza (2010), a problemática do ambiente ultrapassa os limites da ciência ambiental e ganha cada vez mais contornos multidisciplinares e interdisciplinares. Isto é observado pela influencia e impacto que as questões ambientais vão ganhando na vida das comunidades, obrigando os Estados dediquem nos seus programas de politicas públicas uma atenção especial atenção para essas questões

Angola é caracterizado como um país em reconstrução com um crescimento económico acentuado, fruto de uma gama de actividades que proporcionam o desenvolvimento e o bem-estar das populações
   
Enquadramento jurídico-legal sobre o processo de Avaliação de Impactes Ambiental
A Constituição Angolana no seu art.39º consagra o direito ao ambiente. Assim o número 1 diz que “Todos têm o direito de viver num ambiente sadio e não poluído, bem como o dever de o defender e preservar

E o número 2, do mesmo art. responsabiliza o Estado, no sentido de adoptar “as medidas necessárias à protecção do ambiente e das espécies da flora e da fauna em todo o território nacional, à manutenção do equilíbrio ecológico, à correcta localização das actividades económicas e à exploração e utilização racional de todos os recursos naturais, no quadro de um desenvolvimento sustentável e do respeito pelos direitos das gerações futuras e da preservação das diferentes espécies

O legislador mostra que o Estado possui responsabilidades e deveres de modo a garantir para os cidadãos, condições ambientais sadias para a vida, salvaguardando e protegendo os direitos das gerações vindouras. Considerando o processo de reconstrução que se regista no nosso país, observa-se em todos os cantos, acções de reconstrução e de engenharia civil, quer na edificação de residência, estradas, novas centralidades, uma intensa e frenética actividade industrial e de exploração de recursos naturais, acções essas que de modo directo ou indirecto afectam o ambiente   

A imposição acima apresentada, é comparado pela aprovação da Lei de Bases do Ambiente, Lei n. 5/98 de 19 de Junho. Na lei em questão o número 1 do art. 16º, as avaliações de impacte ambiental (AIA) são consideradas como os principais instrumentos de gestão ambiental, sendo a sua execução obrigatória para as acções que tenham implicações com o equilíbrio e harmonia ambiental. As avaliações de impacte ambiental têm como objectivo fundamental aferir as incidências que determinados projectos públicos e privados possam ter sobre o ambiente, com base em Estudos de Impacte Ambiental

A realização destes estudos deve incidir sobre empreendimentos que pela sua natureza, dimensão ou localização possam ter implicações sobre o equilíbrio e harmonia ambiental e social, de modo que a avaliação de impacte ambiental se constitua num instrumento eficaz de prestação e gestão ambiental, bem como de garantia r de decisões, justas e equilibradas pela administração pública

Para o efeito, o Decreto sobre a avaliação de impacte ambiental, o Decreto n. 51/04 de 23 de Julho, define na alínea b) do art. 3º, a avaliação de impacte ambiental como “um procedimento de gestão ambiental preventiva que consiste na identificação e análise previa, qualitativa e quantitativa dos efeitos ambientais benéficos e perniciosos de uma actividade proposta       

São obrigados a realização da AIA, a luz do n.º1. do artigo 4º presentes no anexo do mesmo Decreto, “os projectos de agricultura, pescas e florestas, indústria extractiva, indústria de energia, fábrica de vidro, indústria química, projectos de infra-estruturas entre outros. Segundo o numero 3 do artigo 4º, “ podem estar isentos de realização de avaliação de impacte ambiental os empreendimentos considerados pelo Governo como de interesse para a defesa e segurança nacional

Consubstanciado na legislação consultada em vigor no nosso país, pode-se depreende que para AIA será necessário reunir recursos humanos e uma estrutura capaz de realizar as seguintes tarefas: estudos, consultas públicas, emissão de pareceres para o licenciamento, fiscalização e auditoria ambiental de todos os projectos cuja acções, provocam ou sejam susceptíveis de provocar impactes ambientais. Nisto residem e consistem os desafios de um país em reconstrução.

Desafios da nova Angola em reconstrução diante da Avaliação de Impacte Ambiental
Considerando que nenhuma acção de reconstrução pode ser executada sem que isto implique interferir no ambiente. Segundo Maria Partidário (1999) ordenar e planear são actos intrínsecos da actividade humana. A natureza racional e organizativa do homem determina a necessidade de ordenar e planear a actividade quotidiana, individual ou colectiva, de estabelecer uma ordem temporal, espacial ou social.

Esta intuição para o ordenamento e planeamento prende-se com necessidade de se estabelecer regras de funcionamento que permitam uma harmonia temporal para o desenvolvimento de acções ou para a utilização de recursos que, consequentemente, permitam atingir objectivos de satisfação de necessidades e aspirações individuais ou colectivas.

Inicialmente a AIA encarada como um instrumento de promoção da causa ecologista, a AIA é hoje vista pelos gestores públicos e privados como um importante instrumento de gestão ambiental e de apoio a decisão que deve estar presente no processo interactivo de formulação de estratégias globais de planeamento e gestão ambiental, na perspectiva do desenvolvimento sustentável.

Com os actuais choques ambientais, algumas pessoas e governos começam a sentir necessidade de impor mudanças sociais que alterem os comportamentos. Essas mudanças são importantes a todos os níveis e verificam-se em todo o planeta. Destacando-se algumas acções do governo angolano:

a.      Criação de instituições para cuidar o meio ambiente, a nível local, nacional, que mobilizam pessoas e recursos.
b.      Realização de encontros locais, nacionais e internacionais relacionados com o ambiente e com o conceito de sustentabilidade.
c.       Crescente mobilização nacional para a gravidade do declínio ambiental e suas consequências na Natureza e nos seres humanos.
d.      Criação de políticas para a utilização de fontes de energias renováveis.
e.      Desenvolvimento de ferramentas em prol do ambiente, como: educação ambiental; licenciamento ambiental, legislação ambiental, criação de unidade de conservação (parque nacionais), formação em engenharia ambiental tecnologias limpas, reciclagem, entre outras.
f.        Desenvolvimento crescente de empresas na promoção e implementação de políticas ambientais e de educação ambiental.

Com tudo apesar dos incontestáveis avanços a favor do meio ambiente em Angola, este ainda carece de muitos cuidados, pois ainda poluímos o ar que respiramos, degradamos o solo que nos alimenta e contaminamos a água que bebemos. 

Os desafios do nosso país diante da Avaliação de Impacte Ambiental, englobam as várias áreas da vida económica e produtiva. Para se fazer um estudo de impacte ambiental, será necessário à luz do art. 6º do Decreto 51/04 de 23 de Julho, descrever o projecto, preparar um relatório de estudo, apresentação de todas alternativas tecnológicas, confrontando-os com a hipóteses da não execução do projecto, identificação e avaliação sistemática dos impactes gerados nas fases, definir os limites das áreas geográficas a ser afectada de forma directa ou indirecta, considerar os plano e programas governamentais entre outros.  

Todo projecto proposto deve ser visto dentro de um sistema, de uma unidade interligada. Se falamos em edificar edifícios, é preciso prever a origem do material de construção, e aqui fala-se em inerte, madeira, etc. é preciso prever os prontos de obtenção de água, de evacuação e tratamento dos resíduos; como fazer o uso máximo dos recursos extraídos. Isto vai evitar com que, se reduza o que por vezes é observado em área de corte de madeira, em que grandes pedaços de troncos ficam abandonados na mata quando se poderia usar para produzir carvão, palitos, e outros produtos necessários para a população (BUZA, 201); ou mesmo, a quantidade de serraduras, restante das serrações, para a fabricação de carteiras e outros móveis com o auxilio da tecnologia moderna. 

Perante esta situação, é urgente modificar o quadro de insustentabilidade existente em algumas áreas da vida económica e sócias do país. Para que tal aconteça, é essencial a sociedade encontre um novo estilo de vida baseado numa ética global, e que resgate e crie novos valores, repensando os seus hábitos de consumo.
Embora essas mudanças dizem respeito a todos nós, são as instituições na forma mais alargada do termo, que deverão ser lideres desta mudança criando hábitos dentro e fora das suas organizações, mobilizando pessoas e recursos no sentido da mudança e encarando o ambiente como um parceiro e não um inimigo. Agir localmente, pensar globalmente é o mote.         

Considerações finais
A Avaliação de Impacte Ambiental deve assim ser encarada como um instrumento nacional de gestão que fornece informação de apoio à tomada de decisão. E deve ser efectuada em relação a determinadas actividades que possam vir a ter um impacte adverso significativo sobre o ambiente e estejam dependentes de uma decisão.

Fazer avaliação de impacte ambiental, será sempre um procedimento necessário para um país em reconstrução que pretende atingir o desenvolvimento sustentável, como Angola. Todavia, havendo um procedimento ético, responsável e técnico no fornecimento do parecer, e havendo rigor e cumprimento da legalidade no processo de fiscalização e auditorias ambientais serão prevenidos, garantido o cumprimento da Constituição e do bem-estar da população. 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Estamos de Parabens


É com muita satisfação e alegria que se comemora em Julho 1 ANO DE BLOG. Um ano de leituras, resenhas, comentários, elogios, criticas, sugestões, desafios, dores de cabeça, preocupações, desleixos e muito mais que fermentaram esse caldeirão que, se Deus quiser, tende muito a acrescer ainda.

Poxa vida, como o tempo voou. Lembro-me sentado aqui neste mesmo lugar onde estou agora escrevendo a introdução do blog e divulgando-o pelos quatro ventos. Foi uma loucura, nunca pensei que esse blog ficaria assim, em ativa por 1 ano. Mesmo eu tendo planeado.

E foi com esse um ano que aprendi e ainda estou a aprender um monte de coisas que com certeza hoje fazem diferença em minha vida. Por exemplo, aprendi que escrever é mágico, mas que tem seus limites. Aprendi que pela leitura e escrita faz-se também novos amigos, recebe elogios de diversificadas formas e torna-se também popular. Aprendi que se escreve muita coisa... as vezes segue, as vezes não.

Pensamentos avulsos, planeamentos mal planeados, e muito mais é o que formou meu blog durante esse um ano. E podem crer que vem mais por ai.

De todo o coração gostaria de agradecer a todos que bisbilhotaram por curiosidade, a todos que seguem, a todos que leram mesmo que um título, a todos que comentaram e a todos que falaram bem ou mal (não importa, falando). Enfim, muitíssimo obrigado por colocarem meus devaneios enlouquecidos com vocês.

E como puderem perceber o layout mudou varias vezes e ainda vai mudar. Optei por uma coisa mais discreta e singela.

E que muitos e muitos anos venham por ai... 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

INCRÍVEL - SEM COMENTÁRIOS






Frases Ecológicas


Planetas
"Bons planetas são difíceis de encontrar." Autor: ( Anônimo )

Terra
"São as lágrimas que dão à terra o sorriso florido."  Autor: ( Rabindranath Tagore )

Rio, Mar
"Só jogue no rio (ou no mar)o que o peixe pode comer."  Autor: ( Ziraldo )

A Natureza
"A natureza cura com sua beleza e seu mistério..." Autor: ( Ted O\'Neal )

Animais
"Todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência"  Autor: ( Anónimo )

Inconstância Humana
"A inconstância humana é o produto necessário das variações da natureza, das circunstâncias e dos eventos."  Autor: ( Marquês de Maricá )

Ver Deus
"Às vezes, para ver Deus, você precisa apenas olhar a natureza e o jardim..."  Autor: ( Ted O\'Neal )

O Cão
"O cão é a virtude que, não podendo fazer-se homem, se fez animal."  Autor: ( Victor Marie Hugo )

Novo Fim
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."  Autor: ( Chico Xavier )

Preservação
"Eu sou eu e o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo." Autor: ( José Ortega Y Gasset )

26 de Abril - Acidente de Chernobyl


A 26 de Abril de 1986, o reactor número 4 da Central Nuclear de Chernobyl explodiu, provocando o maior desastre nuclear da história da humanidade. A radioactividade libertada durante a explosão foi 10 vezes maior do que a provocada pela explosão de Hiroxima. Os resíduos de urânio pesado e os derivados de plutónio permaneceram no reactor, mas as poeiras radioactivas dispersaram-se por mais de 2.500 km através da ex-União Soviética e da Europa.


A primeira nuvem transportada a uma altitude de 1.500 metros, apareceu na Escandávia e foi detectada na Suécia a 27 de Abril. Ainda a 27 de Abril, as poeiras radioactivas dispersaram-se para a Itália e a Grã-Bretanha. A6 de Maio, o governo Britânico apelou às populações da Escócia e do País de Gales para não beberem água das chuvas, devido à sua possível contaminação.

Este acidente levou ao reforço da segurança na utilização da energia nuclear e à melhoria dos planos de emergência para responder a este tipo de acidentes. Levou também muitos países a abandonarem ou a restringirem severamente o desenvolvimento de sector de energia nuclear. Depois deste acidente, dois importantes tratados internacionais foram adoptados: a Convenção para Assistência no Caso de Acidente Nuclear ou Emergência Radiológica e a Convenção sobre Pronta Notificação em Caso de Acidente Nuclear

ABRIL É O MÊS EM QUE SE COMEMORA O DIA MUNDIAL DA TERRA


Em 1970 milhares de americanos declaram o 22 de Abril como sendo o Dia Mundial da Terra. A ideia era chamar a atenção das pessoas para a extrema dependência dos seres humanos em relação ao equilíbrio ecológico do planeta e em relação às graves pressões que as actividades humanas estão a exercer sobre esse mesmo equilíbrio.


A Terra surgiu à 4.600 milhões de anos. Desde essa altura que o planeta tem vindo a sofrer alterações. Estas criaram as condições necessárias para que o surgimento da vida fosse possível. No entanto, foram também essas alterações que levaram à evolução de algumas espécies e ao desaparecimento de outras. Mais recentemente as actividades humanas têm alterado o clima do planeia e as características dos solos, água e outros componentes. Estas rápidas alterações põem em risco não só a sobrevivência das espécies animais e vegetais que assistem à degradação dos seus habitais, como até a sobrevivência da própria humanidade.

A Terra é a nossa casa comum. Não existe outro planeta ao nosso alcance que possua as condições necessárias para que lá possamos viver e prosperar. É pois importante realçar que a conservação do equilíbrio ambiental e a utilização sustentável dos recursos do planeta são factores fundameníais para que possamos continuar a satisfazer as nossas necessidades e as das gerações vindouras através do desenvolvimento sustentável.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mistérios da Ciência - Alerta Tsunami

Este episódio de Mistérios da Ciência questiona se podemos prever futuros tsunamis e, caso não seja possível, por que isto ocorre. A ameaça de tsunamis ganhou evidência após os trágicos eventos ocorridos em dezembro de 2004 quando mais de 250 mil pessoas perderam suas vidas em decorrência do tsunami do Oceano Índico. Agora, governos e cientistas de todo o mundo estão trabalhando juntos para obterem uma maior compreensão de como, onde e por que estes fenômenos naturais acontecem e como podemos impedir futuras mortes. Entre as investigações apresentadas está uma ilha cujo nível do mar subiu mais de 1,5 metro após o tsunami de 2004, um novo conceito em detecção de tsunamis e a ameaça que eles impõe a grandes cidades americanas, como São Francisco, Santa Cruz e Seaside, no Oregon.













Entenda o fenomeno Tsunami

ENTENDA O TERREMOTO E TSUNAMI DO JAPÃO!

Imagens inacreditáveis do desastre no Japão




Desastre do Japão pode ser o mais caro da história



O terremoto de 8,9 graus na escala Richter e os tsunamis que atingiram o Japão na última sexta-feira (11) podem ser responsáveis pelo desastre natural mais caro da história, estimou nesta segunda-feira (14) a consultoria internacional Eqecat, citada pela rede de TV americana CNN.




De acordo com a Eqecat, as perdas no país asiático podem chegar a R$ 166 bilhões (US$ 100 bilhões), incluindo R$ 33,2 bilhões (US$ 20 bilhões) em danos a residências e R$ 66,4 bilhões (US$ 40 bilhões) em danos à infraestrutura japonesa, como rodovias, ferrovias e portos. Apesar da magnitude do desastre, analistas dizem que essas estimativas ainda são "conservadoras e preliminares". 

A Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres do Japão informou que o número de prédios completa ou parcialmente destruídos chegou a 63.225 nesta segunda-feira. 

Prevendo o temor dos investidores internacionais em um momento já delicado da economia local, severamente afetada pela crise econômica internacional, o Banco Central do Japão anunciou nesta segunda-feira planos de injetar o valor recorde de R$ 303 bilhões (US$ 183 bilhões) no mercado. Outros R$ 101 bilhões (US$ 61 bilhões) serão usados como garantia para fundos de risco. 

Ainda assim, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 6,18% nesta segunda-feira, em seu primeiro pregão desde o terremoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do país. 

Os graves problemas nas centrais nucleares da região devastada alimentaram as preocupações sobre as consequências da catástrofe para o conjunto das empresas e da economia japonesa. 

O governo japonês estima que a catástrofe tenha um impacto "considerável" na economia nacional e que serão necessários fundos colossais para financiar a reconstrução. 

Para efeito de comparação, o terremoto e tsunami que devastaram partes do Chile em fevereiro de 2010 causaram prejuízos estimados em R$ 50 bilhões (US$ 30 bilhões). 

Toyota paralisa produção até quarta 

A Toyota, o maior fabricante mundial de automóveis, anunciou nesta segunda-feira que a produção de suas unidades no Japão vai continuar paralisada pelo menos até a próxima quarta-feira (16). 

A paralisação afeta as 12 fábricas da Toyota no Japão e reduzirá em 40 mil unidades sua produção prevista para março. A Toyota produziu em janeiro passado 234.045 carros no país, onde fabrica 38% de seus veículos. As ações da empresa caíram 7,7% nas primeiras horas de cotação na Bolsa de Valores de Tóquio. 

Nesta segunda-feira também não abriram suas portas as fábricas de Honda, Nissan, Mitsubishi e Suzuki, outros grandes grupos do setor industrial, essencial para a economia japonesa. Várias dessas empresas asseguraram que era muito difícil continuar operando sem receber as peças necessárias. 

O governo japonês fez um apelo para que a população economize a energia e autorizou cortes de eletricidade em rodízio de três a seis horas a partir de hoje diante do temor de falta de energia elétrica.

Mortos podem passar de 5.000

O número de mortos no terremoto de 8,9 graus seguido de tsunami pode passar de 5.000. A contagem é da agência de notícias japonesa Kyodo. Nesta segunda-feira, autoridades da Província de Miyagi encontraram 2.000 corpos. 

A agência destaca a falta de precisão no número de vítimas. A contagem oficial é de 1.627. Somados os 2.000 corpos encontrados pelas autoridades da Província de Miyagi e os cerca de 300 achados em Sendai, mais as vítimas de outras localidades, o número de mortos pode passar de 5.000, segundo a agência.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cheias na Província do Namibe















Cheias: causas, consequências e medidas para atenuar impactos negativos


As águas pluviais, tão necessárias à sobrevivência humana e fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas com os quais interagimos, são muitas vezes entregues pela natureza com o rigor dos eventos naturais extremos, isto é, pela ocorrência de estiagens prolongadas, onde a escassez é o factor relevante, ou pelas enchentes (cheias), onde a abundância das águas concentradas no tempo e no espaço gera desconfortos, preocupações, prejuízos e, eventualmente, perda de vidas humanas. 

Controlar as enchentes e diminuir o seu poder muitas vezes devastador sobre os bens públicos e privados, assegurar a integridade física e garantir o bem-estar do cidadão, é dever constitucional das autoridades, embora haja necessidade de estreita colaboração e envolvimento da própria sociedade. 

O avanço da ocupação territorial sobre áreas historicamente sujeitas a inundação, a descaracterização da mata ciliar, o desmatamento desenfreado, o descarte irresponsável dos resíduos domiciliários nas proximidades e nos cursos de água, a impermeabilização dos terrenos, as obras de carácter imediatista e outras acções que por dezenas de anos foram praticadas pelo homem em nome do desenvolvimento, hoje se tornam factores agravantes na formação das enchentes. 

É cíclico o problema de cheias na Cidade do Namibe, fenómeno natural condicionado a factores climáticos, principalmente às chuvas intensas no tempo quente, cujos efeitos são agravados pelas características do relevo com forte declive, drenando bruscamente das serras para as áreas mais baixas, quase ao nível do mar. A ocupação dessas baixadas, áreas naturais de retenção das águas, pântanos e charcos, só foi possível mediante grandes obras de drenagem e de diques de protecção. 

Este ano, podemos observar um crescimento dos prejuízos, resultado da ocupação sempre mais progressiva de áreas naturais de inundação, e pela falta de consciencialização da população relativamente aos riscos envolvidos. Para tentar reverter esse quadro, é importante avaliar e adaptar novas estratégias no controle de enchentes experimentadas em outros países. 

O confronto do homem com a natureza será em vão, pois a dinâmica das mudanças climatológicas a nível local, regional e planetário, levam, em relação aos eventos pluviométricos, à expectativa do imprevisível. Somente medidas em harmonia com a natureza, e não contra ela, terão sucesso. 

É impossível evitar as enchentes. Porém é possível conter o agravamento contínuo das mesmas e reduzir os prejuízos. Precisamos aprender a conviver com o fenómeno. Precisamos divulgar medidas preventivas e consciencializar a população sobre os riscos aos quais está exposta. Não urbanizar áreas de inundação é o melhor e economicamente mais viável método para evitar e reduzir os riscos e prejuízos de enchentes. 

Somente acções solidárias envolvendo a sociedade, os órgãos públicos do Estado, somados com a responsabilidade individual de cada cidadão, podem produzir resultados positivos. 

As cheias também são benéficas, por se tratar de um fenómeno cíclico da natureza, onde a água desempenha um importante papel na vida da fauna, da flora e do próprio homem. Conviver com este fenómeno natural é fundamental. 

Nas áreas agrícolas, por exemplo, podem ser benéficas em função do tipo de cultura, requerendo o preparo das áreas a serem plantadas e o manejo do solo nas épocas adequadas. 

Baseado nos estudos que indicam o crescimento, ao longo dos anos, dos danos decorrentes de desastres naturais ou de actividades humanas, como aqueles causados por inundações, o Ministério do Interior criou e organizou os Serviços de Protecção Civil. 

CONSEQUÊNCIAS DAS INUNDAÇÕES 

Os estragos das inundações dependem não só da fragilidade da área atingida, em função do tipo de ocupação e uso do solo, da drenagem em geral, das condições sanitárias das comunidades socialmente menos favorecidas e da infra-estrutura de saneamento básico. Depende também da vulnerabilidade física dos investimentos públicos, privados, do sector produtivo e da importância da área como acesso a outras regiões economicamente activas. 

Na nossa realidade das áreas rurais, os impactos são maiores e, muitas vezes, a chuva é benéfica para repor a humidade do solo e permitir o armazenamento das águas pluviais em pequenos açudes, para uso na irrigação, durante períodos de estiagem. Por outro lado, o acumular excessivo das águas sobre o solo pode provocar grandes prejuízos pelas perdas das culturas agrícolas e dos rebanhos, como também a erosão por vezes provoca perda da fertilidade do solo. 

Consequências decorrentes de chuvas intensas não seriam muitas vezes calamitosas se houvesse maior conhecimento do espaço físico e geográfico antes de ser ocupado e se fossem respeitadas as necessidades naturais dos rios. 

É compreensível que a população atingida pelas inundações exija, das autoridades, obras para melhoria da situação das cheias, evitando inundações e seus prejuízos. Mas isso nem sempre é possível quando áreas naturais de inundação foram ocupadas pela urbanização, seja planeada ou por força das invasões ilegais. 

Revela-se um quadro deprimente, com o desânimo daqueles que perderam os poucos bens materiais, a aflição de não ter para onde ir e a preocupação de ceder o espaço a terceiros. 

Somam-se a esse quadro crítico, os efeitos indirectos das inundações decorrentes das doenças infecciosas que se seguem após o evento. 

A mistura da água contaminada com aquelas reservadas ao abastecimento domiciliar é responsável por doenças, conhecidas como de veiculação hídrica. 

Nas áreas rurais, o uso inadequado de agro tóxicos para exploração agropecuária é prejudicial ao homem, à fauna e à flora. Muitos agro tóxicos são agentes cancerígenos e cumulativos no organismo humano. 

Medidas para redução dos volumes das enchentes 

O reflorestamento de encostas, áreas públicas e privadas, trará, a médio e longo prazos, um conjunto de benefícios. Além de potenciar a infiltração, reter temporariamente parcelas das águas de chuva e diminuir a erosão, factores esses fundamentais no processo, a recuperação da biota, criação de áreas de lazer e a valorização da paisagem são benefícios indirectos. 

O reaproveitamento das águas de chuva é outra medida que pode ser empregada como solução não estrutural. Nos condomínios, fábricas, postos de serviços, escolas, hospitais, e mesmo por iniciativa isolada de alguns cidadãos, a captação e a reserva das águas pluviais para fins específicos, trazem vantagens económicas para o utilizador e redução dos volumes disponíveis para o escoamento superficial. 

Medidas para a diminuição de prejuízos 

É evidente que a medida efectiva e mais eficaz para a diminuição de prejuízos decorrentes das enchentes é não ocupar e não urbanizar áreas que correm o risco de serem inundadas. De uma maneira geral pode-se agrupar as medidas preventivas para redução dos prejuízos da seguinte forma: 

Prevenção de área – As áreas sujeitas a inundação e os respectivos riscos devem estar claramente definidos nos planos directores e consideradas como áreas livres. 

Prevenção na construção – Nas áreas sujeitas a inundação onde a urbanização já existe e avança mesmo com o conhecimento do risco, o cidadão deve tomar algumas precauções simples que, certamente, reduzirão os prejuízos quando as águas subirem ao seu redor. 

Prevenção no comportamento – Nos domicílios com mais de um andar deve-se destinar os andares mais baixos a usos menos nobres e criar meios para o rápido deslocamento dos bens para andares superiores. 

Prevenção do risco – O cidadão deve estar bem informado quanto ao risco de inundações na área que pretende ocupar. 

RECOMENDAÇÕES 

O nível de urbanização e concentração populacional e de bens materiais nas áreas de risco de inundações, isto é, ao longo das margens dos rios e nas regiões baixas, vai fazer diferenciar o número e tipo de acções e práticas recomendáveis. 

Em qualquer situação, é fundamental a visão global da bacia hidrográfica, elegendo-a como unidade de gestão participativa, envolvendo o poder público, a sociedade organizada e os sectores produtivo e académico especializado. 

As acções devem estar integradas ao planeamento municipal, provincial e nacional, se for o caso, e contemplar os seguintes aspectos: 

Gestão dos recursos hídricos; 

Uso e ocupação racional do solo; 

Maneio adequado na agricultura; e 

Preservação ambiental