quarta-feira, 30 de março de 2011

Imagens inacreditáveis do desastre no Japão




Desastre do Japão pode ser o mais caro da história



O terremoto de 8,9 graus na escala Richter e os tsunamis que atingiram o Japão na última sexta-feira (11) podem ser responsáveis pelo desastre natural mais caro da história, estimou nesta segunda-feira (14) a consultoria internacional Eqecat, citada pela rede de TV americana CNN.




De acordo com a Eqecat, as perdas no país asiático podem chegar a R$ 166 bilhões (US$ 100 bilhões), incluindo R$ 33,2 bilhões (US$ 20 bilhões) em danos a residências e R$ 66,4 bilhões (US$ 40 bilhões) em danos à infraestrutura japonesa, como rodovias, ferrovias e portos. Apesar da magnitude do desastre, analistas dizem que essas estimativas ainda são "conservadoras e preliminares". 

A Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres do Japão informou que o número de prédios completa ou parcialmente destruídos chegou a 63.225 nesta segunda-feira. 

Prevendo o temor dos investidores internacionais em um momento já delicado da economia local, severamente afetada pela crise econômica internacional, o Banco Central do Japão anunciou nesta segunda-feira planos de injetar o valor recorde de R$ 303 bilhões (US$ 183 bilhões) no mercado. Outros R$ 101 bilhões (US$ 61 bilhões) serão usados como garantia para fundos de risco. 

Ainda assim, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 6,18% nesta segunda-feira, em seu primeiro pregão desde o terremoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do país. 

Os graves problemas nas centrais nucleares da região devastada alimentaram as preocupações sobre as consequências da catástrofe para o conjunto das empresas e da economia japonesa. 

O governo japonês estima que a catástrofe tenha um impacto "considerável" na economia nacional e que serão necessários fundos colossais para financiar a reconstrução. 

Para efeito de comparação, o terremoto e tsunami que devastaram partes do Chile em fevereiro de 2010 causaram prejuízos estimados em R$ 50 bilhões (US$ 30 bilhões). 

Toyota paralisa produção até quarta 

A Toyota, o maior fabricante mundial de automóveis, anunciou nesta segunda-feira que a produção de suas unidades no Japão vai continuar paralisada pelo menos até a próxima quarta-feira (16). 

A paralisação afeta as 12 fábricas da Toyota no Japão e reduzirá em 40 mil unidades sua produção prevista para março. A Toyota produziu em janeiro passado 234.045 carros no país, onde fabrica 38% de seus veículos. As ações da empresa caíram 7,7% nas primeiras horas de cotação na Bolsa de Valores de Tóquio. 

Nesta segunda-feira também não abriram suas portas as fábricas de Honda, Nissan, Mitsubishi e Suzuki, outros grandes grupos do setor industrial, essencial para a economia japonesa. Várias dessas empresas asseguraram que era muito difícil continuar operando sem receber as peças necessárias. 

O governo japonês fez um apelo para que a população economize a energia e autorizou cortes de eletricidade em rodízio de três a seis horas a partir de hoje diante do temor de falta de energia elétrica.

Mortos podem passar de 5.000

O número de mortos no terremoto de 8,9 graus seguido de tsunami pode passar de 5.000. A contagem é da agência de notícias japonesa Kyodo. Nesta segunda-feira, autoridades da Província de Miyagi encontraram 2.000 corpos. 

A agência destaca a falta de precisão no número de vítimas. A contagem oficial é de 1.627. Somados os 2.000 corpos encontrados pelas autoridades da Província de Miyagi e os cerca de 300 achados em Sendai, mais as vítimas de outras localidades, o número de mortos pode passar de 5.000, segundo a agência.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cheias na Província do Namibe















Cheias: causas, consequências e medidas para atenuar impactos negativos


As águas pluviais, tão necessárias à sobrevivência humana e fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas com os quais interagimos, são muitas vezes entregues pela natureza com o rigor dos eventos naturais extremos, isto é, pela ocorrência de estiagens prolongadas, onde a escassez é o factor relevante, ou pelas enchentes (cheias), onde a abundância das águas concentradas no tempo e no espaço gera desconfortos, preocupações, prejuízos e, eventualmente, perda de vidas humanas. 

Controlar as enchentes e diminuir o seu poder muitas vezes devastador sobre os bens públicos e privados, assegurar a integridade física e garantir o bem-estar do cidadão, é dever constitucional das autoridades, embora haja necessidade de estreita colaboração e envolvimento da própria sociedade. 

O avanço da ocupação territorial sobre áreas historicamente sujeitas a inundação, a descaracterização da mata ciliar, o desmatamento desenfreado, o descarte irresponsável dos resíduos domiciliários nas proximidades e nos cursos de água, a impermeabilização dos terrenos, as obras de carácter imediatista e outras acções que por dezenas de anos foram praticadas pelo homem em nome do desenvolvimento, hoje se tornam factores agravantes na formação das enchentes. 

É cíclico o problema de cheias na Cidade do Namibe, fenómeno natural condicionado a factores climáticos, principalmente às chuvas intensas no tempo quente, cujos efeitos são agravados pelas características do relevo com forte declive, drenando bruscamente das serras para as áreas mais baixas, quase ao nível do mar. A ocupação dessas baixadas, áreas naturais de retenção das águas, pântanos e charcos, só foi possível mediante grandes obras de drenagem e de diques de protecção. 

Este ano, podemos observar um crescimento dos prejuízos, resultado da ocupação sempre mais progressiva de áreas naturais de inundação, e pela falta de consciencialização da população relativamente aos riscos envolvidos. Para tentar reverter esse quadro, é importante avaliar e adaptar novas estratégias no controle de enchentes experimentadas em outros países. 

O confronto do homem com a natureza será em vão, pois a dinâmica das mudanças climatológicas a nível local, regional e planetário, levam, em relação aos eventos pluviométricos, à expectativa do imprevisível. Somente medidas em harmonia com a natureza, e não contra ela, terão sucesso. 

É impossível evitar as enchentes. Porém é possível conter o agravamento contínuo das mesmas e reduzir os prejuízos. Precisamos aprender a conviver com o fenómeno. Precisamos divulgar medidas preventivas e consciencializar a população sobre os riscos aos quais está exposta. Não urbanizar áreas de inundação é o melhor e economicamente mais viável método para evitar e reduzir os riscos e prejuízos de enchentes. 

Somente acções solidárias envolvendo a sociedade, os órgãos públicos do Estado, somados com a responsabilidade individual de cada cidadão, podem produzir resultados positivos. 

As cheias também são benéficas, por se tratar de um fenómeno cíclico da natureza, onde a água desempenha um importante papel na vida da fauna, da flora e do próprio homem. Conviver com este fenómeno natural é fundamental. 

Nas áreas agrícolas, por exemplo, podem ser benéficas em função do tipo de cultura, requerendo o preparo das áreas a serem plantadas e o manejo do solo nas épocas adequadas. 

Baseado nos estudos que indicam o crescimento, ao longo dos anos, dos danos decorrentes de desastres naturais ou de actividades humanas, como aqueles causados por inundações, o Ministério do Interior criou e organizou os Serviços de Protecção Civil. 

CONSEQUÊNCIAS DAS INUNDAÇÕES 

Os estragos das inundações dependem não só da fragilidade da área atingida, em função do tipo de ocupação e uso do solo, da drenagem em geral, das condições sanitárias das comunidades socialmente menos favorecidas e da infra-estrutura de saneamento básico. Depende também da vulnerabilidade física dos investimentos públicos, privados, do sector produtivo e da importância da área como acesso a outras regiões economicamente activas. 

Na nossa realidade das áreas rurais, os impactos são maiores e, muitas vezes, a chuva é benéfica para repor a humidade do solo e permitir o armazenamento das águas pluviais em pequenos açudes, para uso na irrigação, durante períodos de estiagem. Por outro lado, o acumular excessivo das águas sobre o solo pode provocar grandes prejuízos pelas perdas das culturas agrícolas e dos rebanhos, como também a erosão por vezes provoca perda da fertilidade do solo. 

Consequências decorrentes de chuvas intensas não seriam muitas vezes calamitosas se houvesse maior conhecimento do espaço físico e geográfico antes de ser ocupado e se fossem respeitadas as necessidades naturais dos rios. 

É compreensível que a população atingida pelas inundações exija, das autoridades, obras para melhoria da situação das cheias, evitando inundações e seus prejuízos. Mas isso nem sempre é possível quando áreas naturais de inundação foram ocupadas pela urbanização, seja planeada ou por força das invasões ilegais. 

Revela-se um quadro deprimente, com o desânimo daqueles que perderam os poucos bens materiais, a aflição de não ter para onde ir e a preocupação de ceder o espaço a terceiros. 

Somam-se a esse quadro crítico, os efeitos indirectos das inundações decorrentes das doenças infecciosas que se seguem após o evento. 

A mistura da água contaminada com aquelas reservadas ao abastecimento domiciliar é responsável por doenças, conhecidas como de veiculação hídrica. 

Nas áreas rurais, o uso inadequado de agro tóxicos para exploração agropecuária é prejudicial ao homem, à fauna e à flora. Muitos agro tóxicos são agentes cancerígenos e cumulativos no organismo humano. 

Medidas para redução dos volumes das enchentes 

O reflorestamento de encostas, áreas públicas e privadas, trará, a médio e longo prazos, um conjunto de benefícios. Além de potenciar a infiltração, reter temporariamente parcelas das águas de chuva e diminuir a erosão, factores esses fundamentais no processo, a recuperação da biota, criação de áreas de lazer e a valorização da paisagem são benefícios indirectos. 

O reaproveitamento das águas de chuva é outra medida que pode ser empregada como solução não estrutural. Nos condomínios, fábricas, postos de serviços, escolas, hospitais, e mesmo por iniciativa isolada de alguns cidadãos, a captação e a reserva das águas pluviais para fins específicos, trazem vantagens económicas para o utilizador e redução dos volumes disponíveis para o escoamento superficial. 

Medidas para a diminuição de prejuízos 

É evidente que a medida efectiva e mais eficaz para a diminuição de prejuízos decorrentes das enchentes é não ocupar e não urbanizar áreas que correm o risco de serem inundadas. De uma maneira geral pode-se agrupar as medidas preventivas para redução dos prejuízos da seguinte forma: 

Prevenção de área – As áreas sujeitas a inundação e os respectivos riscos devem estar claramente definidos nos planos directores e consideradas como áreas livres. 

Prevenção na construção – Nas áreas sujeitas a inundação onde a urbanização já existe e avança mesmo com o conhecimento do risco, o cidadão deve tomar algumas precauções simples que, certamente, reduzirão os prejuízos quando as águas subirem ao seu redor. 

Prevenção no comportamento – Nos domicílios com mais de um andar deve-se destinar os andares mais baixos a usos menos nobres e criar meios para o rápido deslocamento dos bens para andares superiores. 

Prevenção do risco – O cidadão deve estar bem informado quanto ao risco de inundações na área que pretende ocupar. 

RECOMENDAÇÕES 

O nível de urbanização e concentração populacional e de bens materiais nas áreas de risco de inundações, isto é, ao longo das margens dos rios e nas regiões baixas, vai fazer diferenciar o número e tipo de acções e práticas recomendáveis. 

Em qualquer situação, é fundamental a visão global da bacia hidrográfica, elegendo-a como unidade de gestão participativa, envolvendo o poder público, a sociedade organizada e os sectores produtivo e académico especializado. 

As acções devem estar integradas ao planeamento municipal, provincial e nacional, se for o caso, e contemplar os seguintes aspectos: 

Gestão dos recursos hídricos; 

Uso e ocupação racional do solo; 

Maneio adequado na agricultura; e 

Preservação ambiental

quarta-feira, 2 de março de 2011

03 de Março - Dia Africano do Ambiente



Desde o ano de 2002 que União Africana declarou este dia como sendo o Dia Africano do Ambiente com vista a sensibilizar as populações do continente sobre a importância da conservação do ambiente em África.

África conhece situações muito particulares tais como: a fome, pobreza, desertificação, a poluição, a perda da espécie, a degradação de vários tipos de habitantes e ecossistema, o desenvolvimento de infra-estruturas, e entre outros, devem ser motivos de reflexão e de várias iniciativas no âmbito da celebração desta data.

Esta data vem reforçar o movimento de divulgação sobre a necessidade da preservação do Ambiente em Angola, em África e no Mundo duma forma geral, isto é para garantir as condições necessárias para a sobrevivência da própria espécie Humana.

As União Africana recomenda que nesta data todos os Estados Africanos possam desenvolver acções de educação e sensibilização ambiental assim como elaborar legislação e documentos de políticas que visem a protecção ambiental. Para apoiar na divulgação dessas acções e no conhecimento pro¬fundo sobre as questões ambientais ern África é elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente um relatório regular denominado o Estado do Ambiente em África.

terça-feira, 1 de março de 2011

Principais Gases de Efeito de Estufa



CO2 – O dióxido de carbono é responsável por cerca de 60% do efeito de estufa. É proveniente da queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo, gás natural, turfa), queimadas e da desflorestação.

CH4 – O metano, responsável por 15 a 20% do efeito de estufa, é produzido por bactérias no aparelho digestivo do gado, aterros sanitários, plantações de arroz inundadas, mineração e queima de biomassa.

N2O – O óxido nitroso contribui com cerca de 6% do efeito de estufa. Este gás é liberado por microrganismos no solo. O seu aumento é devido ao uso de fertilizantes químicos, queima de biomassa, ao desmatamento e às emissões de combustíveis fósseis.

CFCs – Os clorofluorcarbonos são responsáveis por até 20% do efeito estufa utilizados em geleiras, aparelhos de ar condicionado, isolamento térmico e espumas.

O3 – O ozono contribui com 8% para o aquecimento global, é um gás formado na baixa atmosfera.

Calcule a sua Pegada Ecológica



O cálculo da sua pegada ecológica é importante para compreender qual é o seu contributo anual na produção de carbono. Assim, propomos que use a Calculadora de Carbono abaixo apresentada para conhecer a sua pegada ecológica.
  1. Electricidade em Casa: multiplique a sua conta de electricidade mensal por 105.
  2. Gasóleo em Casa: multiplique a sua conta de gasóleo mensal por 113.
  3. Quilometragem do seu carro: multiplique o total de quilometragem mensal por 7,9.
  4. Voos (voo curto-médio: menos de 4 horas): multiplique o número de voos por 500 Kg.
  5. Voos (voo longo: mais de 4 horas): multiplique o número de voos por 2.000 Kg.
  6. Reciclagem (recicla papel): Se não, some 83 kg. Se sim, some 0.
Total: A + B + C + D+ E + FSe o total for abaixo de 2720 kg/ano Excelente
Se o total for entre 2720 – 7257 kg/ano Bom
Se o total for entre 7257 – 9980 kg/ano Mediano
Se o total for acima de 9980 kg/ano Fraco

A pegada ecológica significa a quantidade de terra e água que seria necessária para sustentar as gerações actuais, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população. Esta é usada actualmente como um indicador de sustentabilidade ambiental.
É normal utilizar este indicador para explorar a sustentabilidade do estilo de vida de indivíduos, produtos e serviços, organizações, sectores industriais, cidades, regiões e nações.

Nota: Este cálculo pressupõe uma casa de apenas uma pessoa. Se existir mais de uma pessoa, divida A e B pelo número de adultos do agregado familiar.

PROBLEMAS AMBIENTAIS: TEMOS CONSCIÊNCIA DA INFLUÊNCIA DOS MESMOS EM NOSSA VIDA?


Por cerca de 4 bilhões de anos o balanço ecológico do planeta esteve protegido. Com o surgimento do homem, meros 100 mil anos, o processo degradativo do meio ambiente tem sido proporcional à sua evolução.

Em Angola, o início da influência do homem sobre o meio ambiente pode ser notada a partir da chegada dos portugueses. Antes da ocupação do território brasileiro, os indígenas que aqui habitavam (estimados em 8 milhões) sobreviviam basicamente da exploração de recursos naturais, por isso, utilizavam-nos de forma sustentável (WALLAVER, 2000).

Com a descoberta do petróleo em 1857 nos EUA, o homem saltou para uma nova era: o mundo industrializado, que trouxe como uma das principais conseqüências a poluição. Ou seja, além de destruirmos as reservas naturais sobrecarregamos o meio ambiente com poluentes. Os acontecimentos decorrentes da industrialização dividiram o povo em duas classes econômicas: os que espoliavam e os que eram espoliados. A primeira classe acumulava economias e conhecimento, enquanto a segunda vivia no estado mais precário possível. A segunda classe pela falta de recursos, utilizava desordenadamente as reservas naturais, causando a degradação de áreas agricultáveis e de recursos hídricos e, com isso, aumentando a pobreza (PORTUGAL, 2002). O modelo econômico atual está baseado na concentração–exclusão de renda. Ambos os modelos econômicos afetam o meio ambiente. A pobreza pelo fato de só sobreviver pelo uso predatório dos recursos naturais e os ricos pelos padrões de consumo insustentáveis (NEIVA, 2001).

As causas das agressões ao meio ambiente são de ordem política, econômica e cultural. A sociedade ainda não absorveu a importância do meio ambiente para sua sobrevivência. O homem branco sempre considerou os índios como povos “não civilizados”, porém esses “povos não civilizados” sabiam muito bem a importância da natureza para sua vida. O homem “civilizado” tem usado os recursos naturais inescrupulosamente priorizando o lucro em detrimento das questões ambientais. Todavia, essa ganância tem um custo alto, já visível nos problemas causados pela poluição do ar e da água e no número de doenças derivadas desses fatores. 


A preocupação com o meio ambiente caminha a passos (...) em Angola, ao contrário dos países desenvolvidos, principalmente em função de prioridades ainda maiores como, p. ex., a pobreza. As carências em tantas áreas impedem que sejam empregadas tecnologias/investimentos na área ambiental. Dessa forma, estamos sempre atrasados com relação aos países desenvolvidos e, com isso, continuamos poluindo. 


A única forma para evitar problemas futuros, de ainda maiores degradações do meio ambiente, é através de legislações rígidas e da consciência ecológica.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sequestro de carbono


O "carbon sequestration" é uma política oficial dos EUA e da Austrália que trata de estocar o excesso de carbono, por prazo longo e indeterminado, na biosfera, no subsolo e nos oceanos.
Os projetos do DOE's Office of Science dos EUA são:
  1. Sequestrar o carbono em repositórios subterrâneos;
  2. Melhorar o ciclo terrestre natural através da remoção do CO2 da atmosfera pela vegetação e estoque da biomassa criada no solo;
  3. O sequestro do carbono nos oceanos através do aumento da dissolução do CO2 nas águas oceânicas pela fertilização do fitoplâncton com nutrientes e pela injeção de CO2 nas profundezas dos oceanos, a mais de 1000 metros de profundidade.
  4. O sequenciamento de genoma de microorganismos para o gerenciamento do ciclo do carbono.
  5. Enviar através de foguetes (naves) milhares de mini-satélites (espelhos) para refletir parte do sol, em média 200.000 mini-satélites, reduziriam 1% do aquecimento.
O plano de sequestro de carbono norte-americano já está em andamento e demonstra a preocupação dos céticos em ajudar a remover uma das causas (embora a considerem insignificante) do aquecimento global. A Austrália possui um plano semelhante ao dos EUA. Para maiores detalhes sobre os programas de sequestro de carbono norte-americano e australiano ver as publicações "Carbon Sequestration - Technology Roadmap and Program Plan" de março de 2003, do U.S. DOE Office of Fossil Energy - National Technology Laboratory e o "Carbon Dioxide - Capture and Storage" do Research Developments & Demonstration in Australia, 2004

Estados Unidos e o Protocolo de Quioto


Mapa do Protocolo de Kyoto em 2009.  ; Legenda :  :* Verde : Países que ratificaram o protocolo. :* Amarelo : Países que ratificaram, mas ainda não cumpriram o protocolo. :* Vermelho : Países que não ratificaram o protocolo. :* Cinzento : Países que não assumiram nenhuma posição no protocolo.

Os Estados Unidosnegaram-se a ratificar o Protocolo de Quioto, de acordo com a alegação do ex-presidente George W. Bush de que os compromissos acarretados por tal protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana.

A Casa Branca também questiona a teoria de que os poluentes emitidos pelo homem causem a elevação da temperatura da Terra.

Mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o Protocolo de Quioto, alguns municípios, Estados (Califórnia) e donos de indústrias do nordeste dos Estados Unidos já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases promotores do efeito estufa — tentando, por sua vez, não diminuir sua margem de lucro com essa atitude.

Sumidouros de carbono

Em julho de 2001, o Protocolo de Quioto foi referendado em Bonn, Alemanha, quando abrandou o cumprimento das metas previstas anteriormente, através da criação dos "sumidouros de carbono". Segundo essa proposta, os países que tivessem grandes áreas florestadas, que absorvem naturalmente o CO2, poderiam usar essas florestas como crédito em troca do controle de suas emissões. Devido à necessidade de manter sua produção industrial, os países desenvolvidos, os maiores emissores de CO2e de outros poluentes, poderiam transferir parte de suas indústrias mais poluentes para países onde o nível de emissão é baixo ou investir nesses países, como parte de negociação.

Entretanto, é necessário fazer estudos minuciosos sobre a quantidade de carbono que uma floresta é capaz de absorver, para que não haja super ou subvalorização de valores pagos por meio dos créditos de carbono. Porém, a partir da Conferência de Joanesburgo esta proposta tornou-se inconsistente em relação aos objetivos do Tratado, qual seja, a redução da emissão de gases que agravam o efeito estufa. Deste modo, a política deve ser deixar de poluir, e não poluir onde há florestas, pois o saldo desta forma continuaria negativo para com o planeta.
Os céticos e o Protocolo de Quioto

O Protocolo de Quioto somente faz sentido para aqueles que acreditam que as emissões de gases poluentes, principalmente aqueles provenientes da queima de combustíveis fósseis, são os principais responsáveis pelo aquecimento global. Como consequência do Protocolo, os países desenvolvidos teriam que diminuir drasticamente suas emissões, inviabilizando, a médio prazo, o seu crescimento econômico continuado que, acreditam os cé(p)ticos, é a única forma de se atingir a abundância de bens e serviços de que tanto necessita a humanidade.

Assim, o segundo maior emissor de gases causadores do efeito estufa do planeta, os Estados Unidos, não ratificaram e, provavelmente não o ratificarão num prazo previsível. Tal atitude é considerada prudente por parte dos cé(p)ticos. De fato, todas as nações europeias e o Japão ratificaram o Protocolo, e algumas delas, embora tenham concordado em diminuir suas emissões em 2010 em 8% abaixo dos níveis de 1990, já admitem que não conseguirão atingir esta meta e somente poderão conseguir reduzir as emissões em 1% em 2010.

A União Europeia esperava atingir as metas compromissadas, aproveitando as possibilidades daInglaterra, França e Alemanha de reduzir suas emissões aos níveis de 1990, utilizando a política de abandonar o uso do carvão, aumentar o uso da energia nuclear e fechar as portas das indústrias poluidoras do leste alemão. Considerando estas vantagens, as outras nações não precisariam ser tão severas na redução das suas emissões sob a política original do Protocolo de Quioto. Como consequência, estes países aumentaram maciçamente suas emissões, apagando assim os ganhos dos países grandes. Pelo menos 12 dos 15 países europeus estão preocupados em poder cumprir as suas metas; nove deles romperam-nas, com emissões aumentando entre 20% e 77%.

A realidade, então, crêem os cé(p)ticos, é que o Protocolo de Quioto tornar-se-á "letra morta" e que aComunidade Europeia, sua grande defensora, está destinada a revelar isto ao mundo. O desenvolvimento deste tema pode melhor ser apreciado no artigo de Iain Murray, publicado pelo Tech Central Station, em 5 de maio de 2005.

No entanto, o quadro mudou consideravelmente em 2007 com a publicação dos relatórios do IPCC sobre mudança climática. A opinião pública, assim como de políticos de todo o mundo, tem cada vez mais entendido que a mudança climática já começou e que medidas são necessárias.

Protocolo de Quioto


Protocolo de Quioto é consequência de uma série de eventos iniciada com a TorontoConference on the Changing Atmosphere, noCanadá (outubro de 1988), seguida pelo IPCC's First Assessment Report em SundsvallSuécia(agosto de 1990) e que culminou com aConvenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC, ou UNFCCC em inglês) na ECO-92 no Rio de JaneiroBrasil(junho de 1992). Também reforça seções da CQNUMC.
Desde meados da década de 1980 se discutem mudanças climáticas globais na esfera internacional. Tal processo resultou na realização da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD, realizada no Rio de Janeiro em 1992, que gerou, entre outros documentos, a Convenção Quadro de Mudanças Climáticas - CMC. Passados cinco anos, houve o estabelecimento do Protocolo de Kyoto – PK - que, diferente da Convenção, estabeleceu normas mais claras sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa e metas a serem atingidas por países que emitiram mais gases no passado, arrolados no Anexo I. O objetivo desse texto é analisar as políticas públicas federais em curso referentes à mitigação das mudanças climáticas no país. Para tal, ele está baseada em análise de documentação oficial. São analisadas políticas anteriores e posteriores à adoção da CMC no Brasil. Palavras-chave: políticas públicas, mudanças climáticas, Brasil, Protocolo de Qiuoto.
Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa antropogênicas do aquecimento global.
Discutido e negociado em Quioto no Japão em 1997, foi aberto para assinaturas em 11 de Dezembro de1997 e ratificado em 15 de março de 1999. Sendo que para este entrar em vigor precisou que 55% dos países, que juntos, produzem 55% das emissões, o ratificassem, assim entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em Novembro de 2004.
Por ele se propõe um calendário pelo qual os países-membros (principalmente os desenvolvidos) têm a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012, também chamado de primeiro período de compromisso (para muitos países, como os membros da UE, isso corresponde a 15% abaixo das emissões esperadas para 2008).
As metas de redução não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados para os 38 países que mais emitem gases. Países em franco desenvolvimento (como Brasil, México, Argentina e Índia) não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.
A redução dessas emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:
  • Reformar os setores de energia e transportes;
  • Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
  • Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
  • Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
  • Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.
Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que a temperatura global reduza entre 1,4°C e 5,8 °C até 2100, entretanto, isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois há comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.

USAR SEM GASTAR



O papel é uma matéria orgânica que tem longevidade medida pelo desgaste natural e pelas condições ambientais de armazenamento e manuseio. Por isso, o livro, que tem o papel como insumo básico, pode durar muitos anos caso submetido a condições adequadas de conservação. Em compensação, se usado de forma incorreta, deteriora mais rapidamente e pode ter sua vida útil abreviada. “O livro sofre um envelhecimento natural desde que é gerado, mas temos descartado exemplares precocemente com capas fragilizadas, faltando páginas, sujos e até com manchas de alimentos”.

Para mudar essa realidade, a Biblioteca Universitária (Brasil) realiza todo ano campanhas de preservação com o objetivo de conscientizar a comunidade acadêmica da necessidade de utilizar o acervo corretamente. Nas unidades do Sistema, estão sendo distribuídos, durante o mês de agosto, fôlderes e marcadores de livro com as atitudes a serem evitadas pelos usuários, como retirar o livro da estante pela lombada, apoiar os cotovelos sobre a obra, passar páginas com o auxílio de saliva, dobrar, grifar e cortar. Para a vice-diretora da Biblioteca Universitária, Rosemary Tofani Motta, trata-se de atitudes simples, mas que muitas vezes não são respeitadas pelos usuários. “Vemos livros sendo usados como guarda-chuva e jogados em porta-malas. Precisamos promover uma mudança de comportamento,” ressalta.

Durante a Semana de Recepção aos Calouros, além da distribuição de fôlderes e marcadores de livro, os alunos foram alertados pelos bibliotecários sobre essa necessária mudança de atitude e visitaram exposição de livros danificados no saguão da Reitoria. Rafael Fernandes, César Caixeta e Jonathan da Rocha, calouros do curso de Engenharia Aeroespacial, ficaram impressionados com a quantidade de obras rasgadas. “Cada usuário deve ter muito cuidado no manuseio do livro, que é de uso coletivo”, opinou Rafael.

Tensão entre desenvolvimento e meio ambiente ganha nova abordagem



A questão ambiental ganhou destaque na agenda pública nas últimas duas décadas. A realização da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento no Rio de Janeiro em 1992 – a Eco 92 – são factos que revelam a evolução do debate.

No entanto, ainda permanece a tensão entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. A existência de conflitos de diversas naturezas e a necessidade de um olhar mais crítico sobre eles levaram à produção do livro Desenvolvimento e conflitos ambientais, organizado pelos professores da Fafich Andréa Zhouri e Klemens Laschefski, e publicado pela Editora UFMG. 

O livro reúne pesquisas realizadas por antropólogos, geógrafos, sociólogos, engenheiros e economistas apresentadas no I Seminário Nacional Desenvolvimento e Conflitos Ambientais, realizado pelo Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (Gesta) da UFMG em 2008. Na avaliação dos organizadores, o conjunto das discussões apresenta visão alternativa ao paradigma da modernização ecológica, que, segundo eles, pressupõe que todos os conflitos ambientais podem ser resolvidos por soluções tecnológicas e consensos políticos. “A partir dos estudos, observamos que a solução para os conflitos ambientais tem limites definidos pelas relações de poder dos atores envolvidos”, afirma Klemens.

Para Andréa Zhouri, a institucionalização da questão ambiental nas últimas décadas, com avanços na legislação e em outros mecanismos políticos, teve também seus impactos negativos, levando ao empobrecimento do debate. “Muitos grupos da sociedade não são reconhecidos como interlocutores legítimos. Dessa forma, o tema é debatido dentro de um determinado enquadramento, o que gera exclusão e define relações de poder”, afirma Andréa.

Nesse sentido, indígenas, quilombolas, camponeses, povos vazanteiros e diversos outros grupos estão à margem desse debate, o que ameaça seus modos de organização social, econômica e cultural.“O fato de uma população se deslocar para outra região em função da construção de uma hidrelétrica mostra que essa decisão não considera que as relações sociais e culturais podem estar vinculadas àquele espaço”, exemplifica Klemens.

Luz sobre as contradições
Para os organizadores do livro, o enquadramento dado à temática do meio ambiente é pouco plural e contaminou a pesquisa na área. “A academia incorporou a ideia de que a consciência e o engajamento pela preservação ambiental são sentimentos universais, e os conflitos agora são apenas de interesses ou técnicos e podem ser solucionados”, avalia Andréa. Para ela, é preciso lançar luz sobre as contradições existentes. “Devemos enxergar que há projetos de sociedade distintos, defendidos por atores sociais em posições diferentes, alguns em vantagem, outros em desvantagem”, ressalta.


Uma tipologia de análise é proposta pelos organizadores da obra no primeiro capítulo, para possibilitar uma leitura mais complexa dos conflitos ambientais. Os casos de maior evidência seriam aqueles em que há disputa pela ocupação de um espaço. Além dos conflitos de ordem territorial, existiriam ainda dois tipos: os espaciais, quando os atores atingidos não são bem delimitados – como os casos de poluição –, e os distributivos, que implicam concentração e escassez de recursos. “Claro que essa tipologia não restringe um conflito a uma categoria. Ela permite enxergar novas facetas e entrelaçamentos que compõem tais situações, pois até pouco tempo atrás apenas a questão territorial era enfocada”, conclui Andréa.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

AMBIENTE SADIO


Um ambiente limpo é essencial para a saúde e bem-estar das pessoas. No entanto, as interacções entre a saúde humana e o ambiente são muito complexas e difíceis de avaliar, o que torna a utilização do princípio de precaução especialmente útil.

Os impactos na saúde mais conhecidos estão relacionados com:
• a poluição atmosférica,
• a fraca qualidade da água e
• as condições sanitárias insuficientes.
• o ruído é um problema de saúde e ambiental emergente em Angola.
• as alterações climáticas, a destruição da camada de ozono,
• a perda de biodiversidade e
• a degradação dos solos também podem afectar a saúde humana.


Na província do Namibe, as principais preocupações com a saúde associadas ao ambiente estão relacionadas com a fraca qualidade da água, as fracas condições sanitárias e as substâncias químicas perigosas que advêm do acondicionamento inadequado dos resíduos.
Os efeitos associados para a saúde incluem doenças respiratórias e cardiovasculares, cancro, asma e alergias, bem como perturbações ao nível do sistema reprodutivo e do desenvolvimento neurológico.
Muitos poluentes que afectam a saúde humana estão gradualmente a ser objecto de controlo regulamentar em Angola. O desenvolvimento de sistemas de "alerta rápido" deve ser incentivado, a fim de reduzir o tempo de resposta entre a detecção de um potencial perigo e uma intervenção ou acção pelas autoridades competentes.

A saúde humana foi sempre ameaçada por fenómenos naturais, tais como:
• tempestades,
• inundações,
• incêndios,
• desabamentos de terras e
• secas.
As consequências desses fenómenos estão a ser agravadas pela falta de prevenção e pelo resultado da actividade humana como, por exemplo, a desflorestação, pelas alterações climáticas e pela perda de biodiversidade.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

DESASTRES ECOLÓGICOS